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23 de ago de 2010

Mar de Sophia*


-Ó vida...
Tu que és mar,
A ti entrego o meu corpo e meu espírito
-Tão frágeis
Quanto as ondas que em ti se desfazem


*Titulo deste disco de Maria Bethânia

19 de ago de 2010

No jardim das flores suicidas...


Alice: Qual é a etimologia de teu nome e o juízo a priori de teus movimentos?

Coelho Branco: Há muito mais do que palavras no mundo.

Alice: Mas não é por meio delas que o conhecemos e sobre elas que se constroem os caminhos de fuga?

Coelho Branco: Não! Antes de tudo, é por meio delas que se oculta o calor do toque e o furor das paixões, sobre as quais se fundamenta o motivo dos suspiros – para que não sejam apenas moléculas de oxigênio em teu pulmão.

Alice: Mais e os caminhos?! Para onde levam?!

Coelho branco: Os caminhos se bifurcam no pespectivismo e no trincar de teus olhos de vidro!

...

As flores, mais uma vez, são as deste poema.

Dos Laços Familiares

Para a minha companheira de subsolo, Aline Mayfair

Somos filhos da mesma tempestade
Que às vezes, por impiedade
(ou, não sabe ela, por pura ingenuidade)
Pari relâmpagos
De consciência angustiada e desespero

Assim somos, nós:
Relâmpagos, claros no meio da madrugada

Onde só as incertezas,
Tantas quantas são as estrelas,
São testemunhas da nossa queda

Como anjos (Lucifer’s)
Que já nascem cuspidos do céu de verdades puras.



É imprescindível que você leia o poema hiperlincado em 'Lucifer's"

11 de ago de 2010

Fala a “consciência hipertrofiada”*...


Narciso, Michelangelo, 1599

Imerso na escuridão aprisionante de meu subsolo
Sei que lá fora os objetos, todos, volatilizam-se
Ouço os gritos de seus ethos
A reivindicarem eternidade e primazia.

Parafraseando Parmênides, resmungo para mim mesmo:
“- O ser é uma esfera feita de pensamento gritando o próprio pensamento
Fechada em si mesma!...

Imersa em si mesma...
Trancada...
Una...

Unicamente,

SÓ!”


*Do livro Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski, 1864
Talvez seja pedir demais a tal consciência o parto de um "artigo" sobre este livro. Tomara que não.
Que eu acredite que não!

2 de ago de 2010

Momento Narcisista III.


Entre os cinco e os seis anos de idade

Todo individuo é estrábico. Até um cão trás os olhos em conflito.