
Cena do filme Nome Próprio de Murilo Sales
Jogado no canto daquele apartamento vazio
Estava o corpo ainda vivo
Talvez apenas suspiros
Aprisionados naquele pulmão cancerígeno
(A evaporar em fumaças de cigarro, podre e roxo)
Sussurrava gemidos
Talvez vomitasse delírios
(esôfago seco e rígido a rachar em acidez):
“Mar
Rio
Ferido
Mais que isso
Sempre mais que tudo
Cindido
Distúrbio noturno
Tranqüilo?
Não ainda
Sempre mais ainda
Metafísico
Físico só
NARCISO!”
Em sua pele
Apenas calor era
Os raios que rompiam a janela
O sol ainda insistia em nascer lá fora.
2 comentários:
Lembrou-me minhas ressacas da época de fumante. As de agora são menos desastrosas.
Bonita poesia.
Abraços,
Roberto Cunha
Olha, eu vim ver isso por causa da cena do filme, mas bah, curti muito teu poema homem... ainda um pouco desconexo, mas bastante visceral, tristemente conformado...
te cuida bagual, principalmente com os cigarros e as bebidas.
:)
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